Drogas, um risco iminente

Drogas. A simples palavra já deixa qualquer pai ou mãe de adolescente preocupado. E com razão: as drogas são hoje um sério problema com o qual é preciso lidar e não ignorar. Mas não são apenas as ilícitas que causam preocupação, é preciso sempre lembrar que para menores de 18 anos não existe nenhuma droga legal.
lkjhgf Quem alerta para esse fato é a doutora Daniela Pinotti, psicóloga do setor de prevenção do Grea (Grupo Interdisciplinar de Estudo de Álcool e Drogas). Recentemente o Grea realizou alguns programas de prevenção ao uso de drogas em escolas particulares de São Paulo e também na Escola de Aplicação da USP e constatou que o consumo de drogas é muito semelhante nesses dois meios, que a princípio podem parecer completamente distintos. O uso de drogas se inicia na pré-adolescência, uma fase em que o adolescente vai querer se opor aos pais. Esse tipo de “rebeldia” é natural, porém é preciso ficar atento aos hábitos de seu filho. Muitos pais assumem uma postura totalmente liberal ou o oposto, uma postura rígida e inflexível. O que os pais precisam entender é que a sua relação com seus filhos é o fator mais importante na prevenção contra as drogas. Segundo Daniela, “o adolescente precisa saber que o pai está cuidando dele, está oferecendo um espaço para ele. Mas ao mesmo tempo permanecendo dentro dos limites”.
kjhgfdAlém de ficarem atentos aos filhos, é importante que os pais estejam informados a respeito das drogas. Não há como proteger seu filho de algo que você não conhece. Em primeiro lugar é importante acabar com alguns mitos. O primeiro é que todos os adolescentes usam drogas ilegais, ou pelo menos a maioria. Isso não é verdade. Segundo o programa realizado pelo Grea, apenas 10% dos estudantes participantes haviam experimentado – mesmo que apenas uma vez – a maconha. Outro dado importante é que a maconha – ao contrário do que se costuma pensar – não é a “porta de entrada” para o mundo das drogas. Essa porta é aberta pelas drogas legais, o álcool e o cigarro. Cerca de 80% dos adolescentes que participaram do programa já haviam experimentado álcool e 40% já haviam fumado ao menos uma vez na vida.
lkjhgfPorém não é apenas nas escolas de segundo grau que o contato com as drogas é preocupante. A doutora Sueli de Queiroz, psicóloga formada pela USP, elaborou em sua tese um perfil do estudante da USP que teria maior risco de utilizar drogas ilícitas. Segundo Sueli, esse perfil consiste da análise de cinco modelos: características pessoais, ambiente familiar, ambiente universitário, ambiente social e atitude em relação às drogas. O estudante com maior risco de fazer uso de drogas dentro da Universidade é homem, com idade entre 20 e 24 anos. Ele trabalha, seus pais fazem uso regular de álcool e drogas (principalmente medicamentos), seus amigos também utilizam drogas e esse estudante já utilizou drogas antes de entrar na Universidade. Dentro da USP, a área de biológicas é a que apresenta maior risco, sendo a de menor risco a de exatas.

por:http://www.usp.br/espacoaberto/

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