Ambulantes lotam prefeitura para regularizar documentação

Prefeitura distribuiu 150 senhas para ambulantes regularizarem a documentaçãoJonathan Campos/Gazeta do Povo / Prefeitura distribuiu 150 senhas para ambulantes regularizarem a documentação

Fiscalização do município e governo do estado no último final de semana fechou 105 barracas que estavam com documentação irregular ou problemas de higiene

A semana começou com confusão na prefeitura de Matinhos, com filas de ambulantes tentando regularizar a situação para voltar a trabalhar na praia. No último final de semana, operação conjunta entre o município e a Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) – órgão do governo estadual que reúne polícias Militar e Civil, Instuto Ambiental do Paraná (IAP) e Vigilância Sanitária – fechou 105 barracas das 126 que existem à beira-mar. Do total, 75 foram notificadas por falta de alvará e 30 por irregularidades higiênicas.

Assim que tomou posse sexta-feira (2), o prefeito Eduardo Dalmora (PDT) ordenou a retirada das barracas irregulares. Segundo o prefeito, 70% destes ambulantes não são da cidade – pela lei municipal, apenas barracas cujos proprietários sejam moradores de Matinhos funcionem à beira-mar. “Nós cumprimos a lei. Não podíamos dar preferência a ninguém e todos que estavam irregular foram autuados. Por isso esse tumulto”, enfatiza o prefeito.

Alguns comerciantes chegaram a esperar cinco horas na manhã desta segunda-feira para regularizar a situação. Foram distribuídas 150 senhas, mas havia cerca de 200 ambulantes tentando regularizar a situação. “Nós concordamos com a mudança, mas não podia ser tão radical. Nós nos sentimos humilhados”, reclama uma ambulante natural de Matinhos, que preferiu não se identificar.

Mais autuações

Na manhã desta segunda-feira mais comerciantes do calçadão de Matinhos foram autuados por estarem com mesas e cadeiras nas calçadas. A alegação do prefeito é de que as mesas e cadeiras estariam atrapalhando o trânsito dos pedestres. “Os comerciantes podem manter as mesas, só que recuadas”, explica Dalmora.

Já os comerciantes argumentam ser impossível fazer com que o turista fique dentro do espaço determinado pela prefeitura.

Materia de:Robson Martins

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