freestyle motocross matinhos

Tenho que confessar!!!  me Apaixonei pelo perigo é muita emoção e pura adrenalina…..

Ha o colega que caiu ai no vídeo  esta melhor que eu, e  só para completar fuuuuuuuuuuuuiiiiii

http://www.joaninha99.com.br

 

Veja a entrevista que joaninha concedeu ao  planeta cross

Gilmar Flores, ou simplesmente “Joaninha’, como é conhecido, nasceu em Sinop, Mato Grosso, em 14 de setembro de 1980. Recebeu esse apelido porque trabalhava na oficina do Besouro e como é pequeno – possui 1,68m – foi chamado de joaninha. Começou a andar de moto em 1998 e passou para o MotoCross Estilo livre em 2003. De lá pra cá conquistou muitos títulos, foi tetracampeão da Copa Brasil, Campeão do Pro Rad, Campeão dos Jogos Urbanos, além de ótimos desempenhos como: 5º lugar na etapa brasileira do mundial em 2009, 7º lugar no Red Bull X Fighter no México em 2007, 8º lugar no Red Bull X Fighters, no Rio de Janeiro em 2008 (primeiro brasileiro a avançar para segunda fase), 6º lugar no X Games Brasil em 2008 e melhor brasileiro colocado na etapa nacional do Mundial de FMX no Ceará, com o 10º lugar em 2010. Confira a entrevista exclusiva ao Planeta Cross:

PLANETA CROSS – COMO FOI O SEU INÍCIO NO ESPORTE?
JOANINHA – O esporte eu comecei em 98, quando minha mãe comprou uma moto de MotoCross pra mim aí eu comecei andar no Mato Grosso, em Sinop, morava lá. Comecei andar o campeonato matogrossense e logo depois já comecei realizar manobras nas rampas. Sempre que a gente estava ganhando a corrida, na última volta a gente fazia algumas manobras. E começou mais ou menos assim o MotoCross Freestyle na minha vida.

PC – E COMO FOI A PASSAGEM DO MOTOCROSS PARA O FMX, PROPRIAMENTE DIZENDO?
J – Foi uma decisão porque o MotoCross realmente é um esporte muito caro e desgasta muito o equipamento. O Freestyle é mais tranqüilo nessa parte. Daí eu tive essa opção de passar para o FMX e foi uma coisa que deu certo e até hoje a gente está lutando para cada vez conseguir mais coisas, que não é fácil, mas já consegui muitos objetivos na minha vida e tem muito pra conquistar ainda.

PC – VOCÊ COM CERTEZA PASSOU POR VÁRIOS DESAFIOS NA CARREIRA, PODE COMENTAR?
J – Sempre o patrocínio é bastante complicado de ter. Mas o maior desafio é você sempre estar concentrado pra estar treinando, sempre disputando forte. A dificuldade maior hoje que eu estou enfrentando, é que eu já estou com 30 anos e a molecada está vindo forte. O “Zóio” (NOTA: Henrique Balestrin, Integrante da equipe Joaninha Protork Freestyle Show) mesmo está com 17 anos e está andando muito. Então o meu desafio agora seria esse. É se superar cada vez mais, e com a idade fica mais difícil.

PC – VOCÊ FALOU SOBRE OS TREINOS, COMO SÃO OS SEUS?
J – Na verdade a gente repete bastante a manobra, tanto saltando normal, sem a piscina de espuma quanto com a piscina de espuma. Na espuma é mais o Backflip, e com variação de manobras. Sem a piscina de espuma também a gente repete bastante, sempre buscando perfeição nas manobras.

PC – VOCÊ É UM ÍDOLO PARA MUITA GENTE, DE DENTRO E FORA DO ESPORTE. AGORA, QUEM É O TEU ÍDOLO?
J – Então, eu tenho vários ídolos, de várias formas, vamos dizer assim. Sou muito fã do Jorge Negretti que é uma pessoa que me ajudou muito, uma pessoa muito carismática, que me passou muito essas informações para que eu possa ser uma pessoa melhor também e anda muito bem na pista de MotoCross, foi 10 vezes campeão brasileiro, então pra mim é um grande ídolo. E na parte do freestyle tenho o Pastrana como um grande ídolo. É uma pessoa fenomenal que faz coisas que até Deus duvida. Entre outros, porque são vários ídolos que a gente tem.

PC – POUCO ANTES DE FAZER A CIRURGIA NO OMBRO VOCÊ ESTAVA TREINANDO MANOBRAS NOVAS, INCLUSIVE JÁ ESTAVA PENSANDO EM EXECUTÁ-LAS NAS APRESENTAÇÕES. COMO FICARAM AGORA ESSAS MANOBRAS?
J – Na realidade são algumas manobras, como variações de backflip. Eu estava treinando e já quase consegui realizar elas antes da cirurgia. Depois da cirurgia também treinei um pouco para o mundial e está quase saindo perfeito na terra. E outras manobras também que eu estou treinando também que são bastante complicadas, que vão ser essenciais para mim nesse ano que vem, que vai ter bastante campeonatos mundiais e campeonato brasileiro.

PC – DEPOIS DA CIRURGIA VOCÊ JÁ VOLTOU A TREINAR COM TUDO OU TEM ALGUMA RESTRIÇÃO?
J – Na realidade foi uma cirurgia de luxação de ombro. Já há três anos que eu tenho essa luxação e eu já convivia com esse problema, então pra voltar a treinar eu não foi muito difícil, o ombro ficou um pouquinho melhor e já deu pra treinar. Só não dá pra realizar as manobras que eu não fazia antes por causa do problema do ombro, essas manobras eu estou tendo um pouquinho mais de cuidado, estou vindo com mais calma pra não forçar muito o ombro que deve estar uns oitenta por cento bom

PC – UMA DAS MANOBRAS CONSIDERADAS MAIS DIFÍCEIS DO FMX É O DOUBLE BACKFLIP, MUITO BEM EXECUTADO PELO TRAVIS PASTRANA, VOCÊ TEM PRETENSÃO DE EXECUTÁ-LA?
J – Na realidade a gente até pegou uma moto pequena agora pra tentar fazer ela, mas Pastrana é um dos melhores pilotos do mundo, mas é uma manobra muito complicada que o piloto – vamos dizer assim – escolhe muito o evento pra realizar e treina muito pra isso. O Pastrana, em quatro anos realizou essa manobra apenas duas vezes, então, mesmo sendo o melhor piloto do mundo, toma muito cuidado. Não é uma manobra que você chega num evento e diz “ah, vou fazer o duplo backflip aqui”, tem que ter muito cuidado. Mas é uma manobra muito complicada, que acho que todo piloto queria realizar, mas não é fácil.

PC – NO ULTIMO DIA 12 DE DEZEMBRO TEVE A ETAPA BRASILEIRA DO MUNDIAL DE FMX NO CEARÁ, E VOCÊ FOI O MELHOR PILOTO BRASILEIRO, COM O DÉCIMO LUGAR. COMO FOI A PARTICIPAÇÃO NO EVENTO?
J – Eu pretendia andar muito melhor. Na realidade eu andei bem, só que no finalzinho da volta eu acabei afogando a moto, por um problema que ela tem e foi onde eu perdi muitos pontos. Eu acabei ficando em décimo lugar, o ano passado eu fiquei em quinto. Mas mesmo assim estava bem complicado, eu acho que dava pra ficar em sexto colocado, porque estava bem difícil, mas agora tem que treinar pra próxima.

PC – UM PROBLEMA QUE O MOTOCROSS EM GERAL, NÃO SÓ O FREESTYLE SOFRE É A FALTA DE DIVULGAÇÃO. POR EXEMPLO, MUITA GENTE, MESMO DE DENTRO DO ESPORTE NÃO SOUBE. COMO VOCÊ ENFRENTA ISSO?
J – Isso na realidade foi a organização do mundial aqui no Brasil que não fez a divulgação corretamente. Isso é um problema muito sério. A Redbull X-fighters que quando realiza os eventos divulga muito bem, inclusive esse ano a gente vai ter em Brasília e maio então aí sim a gente vai ter uma divulgação muito forte do esporte e isso só impede o esporte de crescer quando falta esse apoio da mídia. Mas nos eventos que a gente anda fazendo a gente tem tido um apoio muito bacana de sites, rádios, televisão, então está muito legal.

PC – O QUE VOCÊ ACHA QUE PODE SER FEITO PARA MELHORAR CADA VEZ MAIS O ESPORTE?
J – Eu acho que tem que ter mais pilotos, mais apoio das empresas. Eu acho que pra qualquer esporte tem que ter mais participantes, mais patrocinadores pra estar divulgando. Hoje os pilotos, no caso do Brasil têm que fazer muitos shows pra poder sobreviver e lá fora a galera ganha o dinheiro pra estar treinando pra campeonato. Então é uma realidade bem diferente, então é essa realidade que a gente enfrenta.

PC – PARA 2011 VOCÊ TEM UM PROJETO DE CONSTRUIR UMA ESCOLINHA DE MX PARA CRIANÇAS DE SEIS A DOZE ANOS. COMO ESTÁ O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO?
J – Isso é bem complicado. A gente tem o projeto pra realizar essa escolinha lá em Sinop, onde a gente mora. Tem que construir um barracão, tem toda uma infra-estrutura por trás e a gente está contando muito com o apoio da prefeitura. Vamos ver se esse ano a gente consegue fazer ainda, mas com o apoio da prefeitura com certeza em 2012 vamos estar com essa escolinha funcionando. Vamos começar a educar a criançada pra andar no trânsito e aprender a andar de moto, a respeitar a motocicleta e respeitar a vida desde pequeno.

PC – COMO VAI FUNCIONAR O PROJETO?
J – Na verdade primeiro tem que construir um barracão, arrumar um professor que saiba lidar com criança, e a gente apenas faria o acompanhamento, passar um pouco de dicas também, mas seria um profissional da área pra estar dando essas aulas pras crianças.

PC – NA TUA OPINIÃO QUAL É A IMPORTÂNCIA DE FAZER ESSE TIPO DE TRABALHO COM CRIANÇAS?
J – Eu acho muito importante, pelo que a gente vive no esporte. A gente fica longe de droga, longe de muitas festas, coisa que desvia as crianças, desvia os adolescentes. Porque a gente tem que ter muita dedicação. Então a gente quer colocar isso na cabeça das crianças, dedicação ao esporte, dedicação ao estudo, porque de repente ele pode não ser um bom piloto de moto, mas pode ser futuramente um bom empresário, um grande advogado, uma grande pessoa profissionalmente. E nessa escola a gente vai ensinar as crianças a respeitar tudo isso que gira em torno delas.

PC – MAIS ALGUM COMENTÁRIO?
J – Gostaria de agradecer aos fãs que puderem estar acompanhando o nosso trabalho que acompanhem. E quem puder acessar o nosso site, que é joaninha99.com.br. um abraço.

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